Especialista em EAD, Uninter dribla quarentena e transmite aulas online em tempo recorde

A vocação da Uninter para o ensino à distância parece ter sido um fator essencial para que o centro universitário, com sede em Curitiba, mas com polos espalhados por todo o país, tenha saído na frente ao disponibilizar as aulas online para seus alunos durante a pandemia do coronavírus (Covid-19).

Tão logo os reitores de universidades particulares na capital paranaense anunciaram a decisão de suspender as aulas presenciais de 16 a 29 de março – período que pode ser estendido até meados de abril – a Uninter convocou seus professores para treinamento específico (foto) e já na terça-feira, 17, transmitia as primeiras aulas.

No curso de Direito, onde a maioria das disciplinas ainda resiste ao canto da sereia do ensino à distância, o primeiro dia foi de adequações. Com o equipamento e com a conexão. Por vezes,  travou o vídeo e funcionou o áudio. Ou este pifou e aquele se manteve impávido. Em raras exceções nenhum dos dois deu o ar da graça. No entanto, o que preponderou de fato foi a falta de intimidade de professores e alunos com o novo sistema de conferência ao vivo instalado em tempo recorde pelos técnicos da instituição. Entre mortos e feridos, sobreviveram todos.

No amontoado de comunicados disparados durante o primeiro dia da transmissão foi o monge chinês quem deu as cartas. Afinal, foi preciso paciência e, ao fim e ao cabo, ainda mais paciência. O coordenador do curso de Direito, professor Jaílson de Souza Araújo, fez visitas relâmpago nas salas de conferência para conferir o andamento das aulas e parece ter ficado satisfeito, apesar da pane no sistema registrado na sexta-feira (20). Temia-se pela suspensão das aulas naquele dia (e noite), o que acabou não ocorrendo. De novo, entre mortos e feridos sobreviveram todos.

Em informe publicado no segundo dia de transmissão online, a Uninter fez o registro de que teria se antecipado à decisão do MEC de autorizar a substituição de aulas presenciais por conferências virtuais a fim de amenizar os prejuízos causados pelo Covid-19 em dimensões planetárias.

A “flexibilização do EAD”, o ensino à distância, como diz o informe da instituição, não é bem uma coisa nem outra. Não há flexibilização porque, de fato, não há a alternativa do presencial. E o EAD não se aplica às conferências online, tal como foram disponibilizadas. Na verdade, as aulas virtuais são uma novidade até para a Uninter. Primeiro por ser transmitidas ao vivo (apesar de gravadas e ofertadas aos alunos posteriormente). Segundo porque incluem ferramentas como o chat que possibilita aos participantes fazer perguntas em tempo real. Outra ferramenta, também disponível e ainda pouco utilizada, permite que o aluno intervenha na aula ao vivo e em cores, bastando que a câmera de seu computador (ou tablet, ou smartphone) esteja ligada. Mas isso tem gerado cenas inusitadas.

Alguns relatos falam de alunos flagrados em pijamas nas aulas da manhã que, aliás, obedecem o mesmo dia e horário das presenciais. Então é explicável. À noite, um estudante, anunciou pelo chat estar sorvendo certa bebida que, em sala, estaria terminantemente proibida. Então não é explicável.

Entre as outras instituições particulares de ensino superior emanam poucas informações. A Tuiuti que engatinha no EAD mobilizou professores e especialistas em informática para colocar no ar as aulas online. A Positivo enviou comunicado aos estudantes anunciando medidas que se adaptem ao período de reclusão obrigatória. O mesmo fez a UniBrasil. Atendendo à portaria do MEC, a PUC do Paraná iniciou as transmissões via internet que, assim como as da Uninter, necessitam de adequação. A UniCuritiba anunciou, na última quarta-feira, o início das aulas virtuais através da plataforma Moodle, um software livre utilizado como ferramenta de apoio ao ensino e à aprendizagem que, a exemplo do Linux, conta com a colaboração de designers, programadores e educadores de diversos países no seu desenvolvimento.

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