Notícias

Jurista Sobral Pinto é capa da segunda edição da revista da OAB

Quando o regime assumiu sua feição perversa e sombria, em 1964, o advogado enviou carta ao então presidente Castelo Branco, repudiando atos de seu governo. Foi preso por suas opiniões, mas libertado diante do clamor da classe

Heráclito Fontoura Sobral Pinto (1893-1991), o advogado Sobral Pinto, é o tema de capa da segunda edição da revista “Direito Hoje”, editada pelo Conselho Federal da OAB que está sendo distribuída aos filiados em todo o país, em versão digital. Sobral Pinto é um símbolo da luta pela democracia no país. Em 1964, apoiou o golpe militar por temer a onda comunista, mas arrependeu-se em curto espaço de tempo. Quando o regime assumiu sua feição perversa e sombria, enviou carta ao então presidente Castelo Branco, repudiando atos de seu governo. Foi preso por suas opiniões, mas libertado diante do clamor da classe dos advogados. Durante o Estado Novo (1937-1945), o mineiro Sobral Pinto defendeu o alemão Harry Berger preso durante a intentona comunista em 1935. Em suas argumentações, o advogado recorreu a um artigo da Lei de Proteção dos Animais. “Os presos políticos não poderiam receber um tratamento pior do que era garantido a um animal”, afirmou.

Em edição trimestral, a revista “Direito Hoje” traz textos relativas às áreas de constitucional, direito civil, mediação e arbitragem e direito processual, entre outras, além de um artigo do ministro do STJ, Luiz Felipe Salomão, tratando do papel da advocacia e seus desafios na atualidade. Uma crônica do jornalista da Globo, Pedro Bial, na seção “Os Olhos dos Outros”, que encerra a edição da revista, compara o idealismo dos profissionais da imprensa e da advocacia.

A revista “Direito Hoje” está disponível no site do OAB (www.oab.org.br)  em versão PDF. O download é gratuito.

compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no email
Email

Leia também:

Dura vida de advogado

A mesma Folha de S. Paulo que anunciou, equivocadamente, a morte da monarca da Inglaterra, na manhã de segunda-feira – “Rainha Elizabeth